Publicado por: Paulo Ricardo Nascimento | julho 18, 2009

7º dia de oficina – 14/07/2009

A partir de hoje a oficina passará a acontecer no IAP. A sala de dança será nosso espaço da atividades. Nela está montado, ao lado esquerdo de quem entra, o espetáculo do Barro ao Boneco, do Jeferson Cecim, que está em temporada às quartas e quintas de julho, as 19:30. No meio da sala, uma plateia formada por cadeiras. Usaremos o fundo da sala, ao lado direito da entrada. A sala é bem quente à tarde e um dos aparelhos grandes de ar condicionado não está funcionando. Sigamos experimentando.

Iniciamos as 15:20 (+ou-). Estavam Katiuscia, Michel e Cleice. Não esperamos o Dario e nem o Rodrigo, pois ambos estavam envolvidos em trabalho neste horário, a diferença é que o Rodrigo avisou na semana anterior. Expus o meu desânimo ao esperar quase 1 hora para começar devido aos atrasos. Quando já havíamos iniciado a conversa que vou escrever a seguir, chegou o Rodrigo (parece que o trabalho que ele ia desenvover não era lá muito interessante).

Iniciamos das perguntas que deixei para eles levarem para pensar em casa: O que é importante para o trabalho do ator? O que é o trabalho do ator? Não buscava respostas prontas, desse ou daquele teórico, mas um parecer pessoal, vindo da experiência individual.

O que saiu de respostas foi a idéia de que ator deve estar atento a tudo que ocerca ao desenvolver seu trabalho, deve buscar técnicas o ajudem a desenvolvê-lo, manter o corpo pronto para a cena e se manter em pesquisa. Ele também deve saber o que quer com o teatro e o quer dizer com o teatro. Mas ainda, acreditar no seu trabalho, no que está fazendo. Pedi então que pensassem sobre o que pessoalmente, cada um ali usa como ferramenta para o trabalho de ator.  Também reforcei a importância de que cada um registre os pensamentos instigados e esse processo de oficina e até que usem este blog como base de postagens.

Caminhada alterada

Caminhada alterada

Continuamos os exercícios com as figuras propostas, quase personagens, mas pedi que cada um escolhesse uma para trabalhar. Tudo que já havia sido construído com aquela figura iria ser usado num percurso (atravessar o palco de um lado para o outro), que deveria indicar de onde aquela figura estava vindo e para onde ela iria. No meio do caminho deveriam utilizar a ação e o som proposto para a figura.

Pareceu um exercício dificil de realizar, num primeiro momento. Porém, esclarecidas algumas dúvidas (talvez surgidas pela deficiencia do meu comando), as experiências fluíram. Todos executaram o exercício buscando resolver o problema do momento, mesmo a Katiuscia, que não havia ainda entendido o seu prórpio esboço e, consequentemente, não consegui deixá-lo nítido (pelo contrário, tornava-o mais borrado a cada repetição ao tentar acrescentar ou mudar alguma coisa). O Rodrigo se mostrou incorfomado com o seu resultado, não acreditava muito no que estava fazendo, mas levou até o fim.

Caminhadas alteradas

Caminhadas alteradas

Quando todos já haviam realizado o percurso, propus um exageramento para todos os movimentos daquela cena. Precisaram, antes de experimentar, tomar consciência de cada movimento para saber o cada um dizia. O resultado foi ótimo. Voltamos à discussão do excesso, que pode não dizer nada, e do gesto (ou da ação) almentada, saindo do cotidiano, para poder comunicar o que precisa.

A oficina hoje ficou por aqui. Eu tinha uma apresentação no município de Benevides as 20:30 e precisava sair no máximo as 17:30.

Pedi que trouxessem no dia seguinte um pano branco para usarmos cobrindo o rosto. Lembrei-os de trazer um objeto para um exercício.

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Responses

  1. Depois de hoje, do que falamos, comecei a tentar perceber mais minha postura, limitações físicas e qualidade de movimentos. Além de minhas respostas para questionamentos levantados pelo Paulo em relação aos nossos métodos pessoais: O que realmente é importante para o trabalho do ator? O que é o trabalho do ator? O que é personagem?Importante para o trabalho do ator:
    Disciplina física e mental, conhecer seu corpo e limites, ter noção de sua voz e suas possibilidades em favor dos personagens.
    O trabalho do ator:
    Experimentar buscando melhorar e qualificar os movimentos, dilatar seu corpo e suas emoções, Codificar suas ações, estar disponível, criar energia de trabalho, pesquisar e aprimorar técnicas.
    O personagem:
    Resultado da experimentação, pesquisa, qualificação dos movimentos do ator e instrumento de possibilidades de relacionamento com publico.

  2. O que é interessante pra mim, qdo leio tuas postagens, o fato de vc procurar o pessoal do ator, como os atores que estão fazendo a oficina pensam sobre seu trabalho, como vc mesmo disse, sem recorrer a um teórico ou algo parecido. Bacana. Abraços.


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